quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ai a minha vida, quando não é uma é a outra

A Lara começou a ficar constipadinha no domingo, na segunda estava muito ranhosa e a tarde começou com tosse. Na terça às 5 hs acordei e apercebi-me de que ela estava a tremer (tinha um pijama polar vestido), tirei-lhe a temperatura e só tinha 37º no rabinho. Passado pouco tempo a temperatura começou a subir, chegou aos 38,6º e a tosse a ficar pior.
De manhã levei-a as urgências e fez um raio x. Tinha muitas secreções no pulmão direito, a pediatra receitou um antibiótico pois estava a caminhar para uma pneumonia. Na próxima terça temos de voltar ao hospital para fazer outro raio x, se estiver melhor vai ser encaminhada para fisioterapia respiratória, se entretanto piorar pode necessitar de ficar internada.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Carolina ... consulta e alívio

As análises ficaram prontas no dia 6, depois de buscá-las fui directo para a clínica onde a pediatra da Carolina dá consultas, ao chegar lá fiquei a saber que ela estava de férias e que só retornaria no dia 15. Fiquei pior do que estragada, então a Dra. pede-me as análises com urgência e nem sequer avisa-me que vai de férias. Tentei ligar-lhe várias vezes mas o telemóvel estava sempre desligado.
Sai da clínica e fui tentar marcar uma consulta para a pediatra que me foi indicada pela minha ginecologista, mas ela esta estava num congresso. Só consegui a consulta para o dia 13, foi uma semana de aflição (embora já estivesse visto pelos resultados que não poderia ser o que a pediatra disse).

Ontem fomos a consulta com a nova pediatra. Expliquei-lhe o que a pediatra da Carolina disse e mostrei-lhe as análises, ela viu e disse que a Carolina não tem nem Lupus nem dermatomiosite e não percebe como a pediatra chegou aquele prognóstico.

Disse que as análises da Carolina estão óptimas e o que ela deve ter é alguma alergia, que agrava-se com o facto dela produzir pouco liquido lacrimal (a Carolina nunca deitou lágrimas), daí os olhos ficarem vermelhos.

Com relação as amigdalites recorrentes disse não acreditar que sejam amidaglites que deve ser tratadas com antibióticos, pois se assim fosse o resultado da análise do Taso seria mais elevado.
Disse-me para que da próxima vez que ela tiver dor de garganta e febre para esperar 3 dias e se continuar leva-la para fazer uma análise a garganta (exsudado). Receitou o zyrtec 2 vezes ao dia (ela só fazia a noite) e dois colirios (é um castigo para aplicar) e disse para lá voltarmos daqui a um mês.

Vim de lá aliviada e confiante pois a pediatra está interessada em descobrir o porque de tantas amigdalites e não simplesmente opera-las para se livrar do problema, ao contrário da pediatra anterior que despachou o problema da amidaglite para o otorrino.

Em princípio a Carolina passará a ser seguida por esta nova pediatra, pois a anterior já não é o que era (agora é toca a despachar).


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Destroçada ...

Já algum tempo que de vez em quando a Carolina ficava com os olhos muito vermelhos, sempre achei que isso deve-se ao facto de ela andar a coça-los devido as alergias. De uns tempos para cá isto tem vindo a acontecer com maior frequência, e sempre mais ao fim do dia.

Na quarta-feira quando a fui buscar a escola a educadora veio falar comigo sobre as "olheiras", disse que esteve a prestar atenção durante toda a tarde e que ela não coçou os olhos. Como era dia de a pediatra dar consulta na clínica resolvi lá ir para mostrar-lhe.

A Pediatra começou por perguntar-me se estava a pintar a casa, respondi-lhe que não depois insistiu em perguntar se ela não havia batido em alguma lado (o esquerdo estava mais que o direito) disse-lhe que não, que isto tem vindo a acontecer com alguma frequência e que sempre achei que ela andava a esfregar os olhos.

A pediatra disse-me então que o que ela tem é um heliotropo, que é um dos sintomas de lupus ou de uma dermatomiosite (na altura associei o nome a uma doença de pele, mas não é), são ambas doenças reumáticas e portanto crónicas. Perguntou-me se havia alguma caso de artrite reumatóide na família ao que eu respondi que sim, a minha avó paterna e a minha irmã.

Disse-me também que uma destas doenças podia justificar o facto dela andar sempre doente. Passou umas análises para serem feitas com urgência.

Ontem levei a Carolina para fazer as análises, disseram-me que os resultados só estariam prontos no dia 8, disse que eram urgentes e então a rapariga ligou para o laboratório onde informaram que o mais rápido que conseguiam seria para quarta-feira.

Estou destroçada, não consigo deixar de pensar neste prognóstico. Tenho medo, tenho muito medo do que possa vir a acontecer com a minha Carolina, não quero ver a minha filha sofrer. A Carolina é uma menina tão alegre, bem disposta e activa.